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Estudo diz que mamografia 3D é mais eficiente para detectar câncer de mama

Publicado em 04 de Julho de 2014.
Foto: Divulgação

Novo exame mais rápido e preciso aumenta em 41% taxa de detecção dos tumores mamários invasivos

 
A mais ampla pesquisa realizada sobre a eficácia do exame de mamografia 3D ou tomossíntese mamária, foi feita com meio milhão de mulheres em 13 hospitais universitários e privados nos EUA, e tem resultados impressionantes.
A pesquisa teve início em 2011, quando o mamógrafo 3D foi aprovado pela FDA, agência americana que regula remédios e alimentos, e os resultados foram divulgados na última semana pelo "Journal of the American Medical Association" (JAMA). A pesquisa confirmou que a mamografia 3D, é o método mais preciso para diagnosticar precocemente o câncer de mama, por identificar tumores difíceis de serem detectados pela mamografia tradicional e apresentar baixo índice de falsos positivos.
A mamografia tridimensional, aumenta em 41% a taxa de detecção dos tumores mamários invasivos e em 29% os diagnósticos equivocados, tanto para falsos positivos quanto para os negativos. Evitando a reconvocação das mulheres para exames adicionais, muitas vezes invasivos e dolorosos.
“A mamografia tridimensional faz uma leitura detalhada da mamografia digital, mostrando aos médicos pontos que devem ser investigados”, o equipamento faz um movimento pré-determinado e em sete segundos registra dezenas de imagens de menos de um milímetro de espessura, dando ao médico a chance de fazer uma reconstituição computadorizada da mama”, explica Henrique Alberto Pasqualette, mastologista e diretor do Centro de Estudos e Pesquisas da Mulher - Cepem responsável por trazer a tecnologia para o Rio de Janeiro em 2011. 
Segundo Pasqualette, unir a detecção precoce a uma menor taxa de falsos positivos é a principal vantagem da tomossíntese. Em fevereiro de 2011, o Cepem trouxe para o Brasil a Tomossíntese Mamária, sendo o primeiro equipamento a chegar ao Rio de Janeiro. “Na época, afirmamos que este aparelho iria revolucionar o rastreio de nódulo mamário. Fico extremamente feliz que os resultados tenham sido tão positivos. Isso é um grande avanço na luta contra o câncer de mama”, ressalta o mastologista. 
Pasqualette acredita, que no futuro, todos os programas de rastreamento do câncer de mama devam usar somente a mamografia tridimensional, mas esta é uma realidade ainda muito distante no Brasil, diz. Segundo ele, grande parte das mamografias realizadas no país pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ainda são “analógicas”, isto é, usam os tradicionais filmes de raios-X, embora em alguns locais já disponham da tecnologia digital. 
- Não podemos esquecer que, mesmo a mamografia 3D ainda depende muito da interpretação do médico, da experiência do radiologista, como acontece com a mamografia tradicional.
 
Henrique Alberto Pasqualette
Diretor do Centro de Estudos e Pesquisas da Mulher
Vice-presidente da Comissão de Imaginologia Mamária Febrasgo 
Mestre em Medicina pela UFRJ 
Membro da Academia SBI Americana (Society of Breast Imaging) e 
EUSOBI (European Society of Breast Imaging
Autor do livro Mamografia Atual - Editora Revinter
www.cepem.med.br 
 

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