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Instituto Butantan descobre molécula que inibe a dor inflamatória

Publicado em 28 de Agosto de 2014.
Foto: institutobutanta.com.br
Pesquisa realizada em parceria com a Stanford University pode ser o primeiro passo para a produção de medicamentos com menos efeitos colaterais do que os existentes no mercado
 
O Instituto Butantan, unidade ligada à Secretaria de Estado da Saúde e um dos maiores centros de pesquisas biomédicas do mundo, descobriu  uma molécula que age diretamente na diminuição das dores inflamatórias.
 
A pesquisa inédita, realizada em parceria com a Stanford University, detectou que a molécula Alda-1, ativadora de uma enzima chamada ALDH2 (aldeído desidrogenase 2), inibe sensivelmente a dor inflamatória.
 
Um dos pontos de partida da pesquisa foi o fato de que cerca de 40% da população do leste asiático possuir deficiência na atividade da ALDH2 no organismo. Esta deficiência é responsável pela vermelhidão no rosto dos orientais ao ingerir bebida alcoólica. Curiosamente, estudos mostraram que esta população asiática tem tolerância menor a dor. Contudo, não se sabia se a causa dessa intolerância estava relacionada à deficiência enzimática.
 
Os estudos foram realizados em camundongos com e sem a deficiência desta enzima. Os animais deficientes apresentaram maior dor inflamatória em relação aos animais normais (controles). A Alda-1foi capaz de eliminar a dor destes dois grupos de animais, o que comprova a eficiência da utilização da molécula em qualquer etnia.
 
´´A produção de aldeídos na célula é prejudicial em diversos tipos de doenças, inclusive na dor. Este estudo mostra que com o aumento da atividade desta enzima é possível diminuir os efeitos tóxicos dos aldeídos, promovendo analgesia´´, detalhou a Vanessa Olzon Zambelli do Laboratório de Dor e Sinalização do Instituto Butantan, uma das responsáveis pela pesquisa.
Os resultados foram publicados pela revista Science Translational Medicine. Um dos objetivos dos pesquisadores é a produção de novos medicamentos que, inclusive, possam causar efeitos colaterais menores que o dos anti-inflamatórios clássicos ou dos opióides, como a morfina, por exemplo. Nos próximos passos estão os testes em animais maiores e em seres humanos.
 

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